Avaliação das estruturas, garantias e diversificação de riscos
A análise de risco de instrumentos de securitização é consideravelmente diferente daquela utilizada para outros investimentos de renda fixa e, em determinados aspectos, mais complicada. Este Workshop apresenta os principais critérios usados pelas agências classificadoras de risco na atribuição de classificações para CRI´s e cotas de FIDC´s. Também é estudado o ponto de vista do investidor que compra esses títulos, apresentando-se os aspectos mais relevantes que podem alterar o retorno esperado, em especial a possibilidade de amortização antecipada (pré-pagamento).
- Critérios das Agências Classificadoras: o que são e o que não são as classificações de risco de crédito, as diferenças entre o procedimento de classificação para debêntures e para títulos de securitização;
- A visão do Investidor: riscos de mercado, riscos de crédito e riscos de estruturação;
- Noções de precificação de títulos de securitização utilizando ferramentas de tecnologia da informação.
Workshop 6 – Métodos e Ferramentas para a Estruturação de um Fundo de Recebíveis
O workshop tem uma carga horária total de 4 horas com intervalo para coffee break.
O processo de estruturação de um Fundo de Recebíveis exige cuidadosa análise de questões legais e regulamentares, engenharia financeira e coordenação das funções de cada uma das partes envolvidas (Originador, Administrador, Gestor, Custodiante, etc.). Este Workshop analisa detalhadamente estas questões, apresentando métodos e ferramentas para exceder as expectativas tanto dos Originadores quanto dos investidores.
- As quatro inovações financeiras que permitem a estruturação de operações de securitização: isolamento de ativos, agrupamento de ativos, remodelagem do fluxo de caixa e reforço de crédito e liquidez;
- Principais aspectos legais e regulamentares relacionados aos FIDC; análise detalhada dos pontos fundamentais das instruções 356 e 393 da CVM, que regulamentam os Fundos de Recebíveis;
- Estruturação passo-a-passo: um exemplo concreto de criação de um fundo de recebíveis utilizando modernas ferramentas de Tecnologia da Informação. Como harmonizar os interesses das duas pontas do processo: Originadores e Investidores;
- Estudo de Caso. Leitura e análise dos pontos mais importantes do prospecto de um Fundo de Recebíveis.
Workshop 7 – Securitização de Recebíveis Imobiliários
O workshop tem uma carga horária total de 12 horas, ministradas em dois dias.
O PROGRAMA
1. Mudança no Modelo de Intermediação
2. Estrutura Básica da Securitização Imobiliária
3. Estudo das Entidades Emissoras
4. Elementos Estruturais
5. Estudo de Casos
6. Futuro do Mercado
1. Mudança no Modelo de Intermediação
Reflexões sobre o modelo clássico da
intermediação financeira imobiliária e o novo
modelo proporcionado pela tecnologia da
securitização, no qual o mercado de capitais
exerce um papel fundamental no financiamento
imobiliário. Estudo dos principais conceitos e
inovações associados à tecnologia de
securitização.
2. Estrutura Básica da Securitização
Imobiliária
Análise de estruturas de securitização
imobiliária, principais participantes e suas
funções: Originação; Seleção; Escolha da Entidade Emissora; Transferência de Ativos; Estruturação dos Títulos; Classificação dos
Títulos; Emissão dos Títulos; Administração;
Remuneração dos Investidores; Liquidação.
3. Estudo das Entidades Emissoras
Análise dos principais tipos de entidade
emissora para operações de securitização
imobiliária: Companhias Securitizadoras de
Créditos Imobiliários (CSCI) e os Fundos de
Investimento em Direitos Creditórios (FIDC ou
Fundos de Recebíveis). Estudo das principais
diferenças estruturais, jurídicas e
regulamentares. Considerações práticas
relacionadas a questões legais e tributárias,
registro junto à CVM e custos.
4. Elementos Estruturais
• Estudo dos principais tipos de securitização
imobiliária (“operações pulverizadas” vs.
“operações corporativas”) – Operações lastreadas
em:
-contratos do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) e do
Sistema Financeiro de Habitação (SFH);
-contratos de aluguel built-to-suit;
-contratos de sale lease-back;
-contratos de concessão de direito real de superfície.
● Identificação e análise das principais
considerações jurídicas e tributárias de uma
operação de securitização imobiliária, incluindo
a cessão dos ativos do originador/cedente para a entidade emissora.
● Análise dos principais riscos associados ao
processo de securitização imobiliária. Estudo
das principais técnicas de mitigação de risco e
os critérios utilizados pelas agências de
classificação para avaliar riscos em operações
de securitização imobiliária.
5. Estudo de Casos
Casos práticos de operações realizadas no
mercado brasileiro envolvendo os diferentes
tipos de securitização imobiliária
6. Futuro do Mercado
Considerações sobre o atual estágio de
desenvolvimento do mercado de securitização
imobiliária e o futuro próximo (evoluções
esperadas com relações a regulamentação, perfil
de investidores, intermediários, etc.).
Workshop 8 – Securitização de Títulos de Crédito
O workshop tem uma carga horária total de 12 horas, ministradas em dois dias.
O PROGRAMA
Os títulos de crédito estudados são:
Cédulas
-
Cédula de Crédito Bancário – CCB
-
Cédula de Crédito Imobiliário – CCI
-
Cédula de Produto Rural – CPR
Certificados
-
Certificado de Cédula de Crédito Bancário – CCCB
-
Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio - CDCA
-
Certificado de Recebíveis do Agronegócio - CRA
-
Certificado de Recebíveis Imobiliários – CRI
1. Conceitos Básicos
Estudo dos conceitos básicos relacionados aos títulos de crédito. Visa
responder as seguintes perguntas: O que são títulos de crédito? Quais as
suas principais características? Quais as partes envolvidas? Como são
regulamentados? São valores mobiliários? Diferença entre cédula e
certificado.
Contextualização com dados do mercado de crédito e destes títulos.
2.Estrutura de Emissão
Análise do processo de emissão de títulos de crédito, inclui o estudo
do fluxo operacional, os principais participantes e suas funções.
3. Análise Comparativa
Estudo das principais vantagens e desvantagens destes títulos. Comparação
com os títulos de securitização (Cotas de Fundos de
Investimento em Direitos Creditórios e CRI).
4. Noções sobre os Riscos
Análise dos principais riscos associados a estes títulos. O risco será abordado a partir das seguintes perspectivas: das agências de
classificação de risco, do investidor e do emissor.
5. Estudo de Caso
Para ilustrar os conceitos anteriores, serão realizadas análises de operações
envolvendo títulos de crédito e operações de securitização.
Workshop 9 – Fundos de Investimento Imobiliário
O workshop tem uma carga horária total de 8 horas, ministradas em um dia.
O PROGRAMA
1. Introdução
Breve histórico da indústria de fundos de
investimento imobiliário, incluindo mudanças
recentes trazidas pelar nova regulamentação e
legislação. Contextualização com dados do
mercado.
2. Conceitos Básicos
Estudo dos conceitos básicos relacionados
aos Fundos de Investimento Imobiliário. Visa
responder as seguintes perguntas: Quais tipos de
ativo são permitidos para estes fundos? Existem
diferenças entre as classes de cotas que FII
podem emitir? Como são regulamentados? Quais os
principais participantes?
3. Estruturação
Análise dos principais aspectos estruturais
por tipo e finalidade de fundo. Considerações
tributárias e jurídicas. Apresentação de
exemplos de operações realizadas no mercado
nacional.
4.Visão do Investidor
Análise de risco e benefícios relacionados a
investimentos em cotas de fundos imobiliários.
Estudo da metodologia de cálculo de
rentabilidade destes fundos, incluindo
considerações tributárias.
5.Futuro Próximo
Considerações sobre o atual estágio de
desenvolvimento do mercado de fundos
imobiliários e o futuro próximo (evoluções
esperadas com relação a regulamentação, perfil
de investidores, intermediários, etc.).
Academia Uqbar de Securitização
A Academia Uqbar de Securitização é um evento educacional mais longo e detalhado que os workshops, atendendo às demandas dos alunos que solicitaram maior tempo para assimilação e aprofundamento do conteúdo. O objetivo é um treinamento focado e intensivo para transmitir conhecimento e dar ferramentas claras e diretas para os participantes do mercado que trabalham ou pretendem trabalhar com a tecnologia de securitização.
O programa inclui os principais tópicos relacionados à securitização, tanto de ativos financeiros, de fluxo futuro e de recebíveis imobiliários (ver detalhes no item programa). Os temas serão abordados através de dinâmicas de grupo que possibilitarão a assimilação e aprendizagem, capacitando os participantes a atuar com maior conhecimento neste mercado.
O evento é realizado em um resort, possibilitando a utilização de espaços diferenciados para um treinamento mais dinâmico, interativo, divertido e diferente.
O PROGRAMA
1. Mudança no Modelo de Intermediação
2. Estruturas Básicas
3. Estudo das Entidades Emissoras
4. Questões Estruturais e Operacionais
5. Securitização de créditos futuros
6. Securitização Imobiliária
7. Riscos e suas implicações na avaliação de títulos de securitização.
8. Modelagem
1. Mudança no Modelo de Intermediação Financeira
Reflexões sobre o modelo clássico da intermediação financeira e o novo modelo proporcionado pela tecnologia da securitização, no qual o mercado de capitais exerce um papel fundamental no financiamento dos mais diversos ativos financeiros.
2. Estruturas Básicas
Análise das principais estruturas de operações de securitização, principais participantes e suas funções: Originação; Seleção; Escolha da Entidade Emissora; Transferência de Ativos; Estruturação dos Títulos; Classificação dos Títulos; Emissão dos Títulos; Administração; Remuneração dos Investidores; Liquidação. Será dada ênfase a três tipos de securitização: a de ativos financeiros, a de fluxo futuro e a de créditos imobiliários. Todas as estruturas serão exemplificadas com operações reais realizadas no mercado nacional.
3. Entidades Emissoras
Estudo dos principais pontos da regulamentação das instituições autorizadas a emitir títulos de securitização no Brasil, com ênfase nos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC ou Fundos de Recebíveis) e nas Companhias Securitizadoras de Créditos Imobiliários (CSCI).
4. Questões Estruturais e Operacionais
Análise de questões diretamente relacionadas à estruturação das operações como procedimento de medição e coleta dos recebíveis, tamanho e prazo da emissão, flutuações no fluxo de caixa e o risco de amortização antecipada. Serão estudados os principais tipos de gatilhos de proteção e de reforços de crédito e liquidez utilizados nas operações realizadas no país.
5. Securitização de créditos futuros
Aprofundamento de análise estrutural e jurídica para as operações lastreadas no direito de recebimento de fluxos de caixa no futuro. Principais diferenças entre securitização de ativos financeiros e de fluxo futuro .
6. Securitização Imobiliária
Aprofundamento na análise estrutural e jurídica dos principais tipos de securitização imobiliária (“operações pulverizadas” vs. “operações corporativas”). Estudo de operações lastreadas em: contratos do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) e do Sistema Financeiro de Habitação (SFH); contratos de aluguel built-tosuit; contratos de “sale lease-back”; contratos de concessão de direito real de superfície.
7. Riscos e suas implicações na avaliação de títulos de securitização
Estudo dos principais riscos associados ao processo de securitização. O estudo inclui: a diferenciação na análise de risco entre operações de securitização de ativos financeiros e de fluxo futuro; os critérios utilizados pelas agências classificadoras de risco; a visão do investido; a relação entre reforço de crédito e a classificação de risco atribuído pelas agências, incluindo um exemplo numérico simplificado.
8. Modelagem
Estudo, através da engenharia reversa de uma operação realizada no mercado nacional, das dependências entre elementos estruturais e os diversos riscos. Formas de mitigação de riscos de inadimplência, concentração, descasamento de taxas e diluição, através de elementos estruturais. Visão das agências de classificação de risco.
Modelagem de uma operação de securitização via FIDC, através do uso de software específico. A ferramenta permitirá aos participantes realizar um grande número de simulações com diferentes estruturas e parâmetros do ativo e do passivo da operação, incluindo escolha da estratégia de investimento em recebíveis (recompra ao longo do tempo), indexadores (como CDI futuro) e hipóteses para perdas na carteira.